quarta-feira, 2 de março de 2016

Ainda está em fase de projeto, jovens mudam a forma como se faz turismo em Lisboa e Coimbra.

Cansadas de percorrer a cidade guiando pessoas sempre pelos mesmo lugares Viviane Carrico, Isabel Bernardo e Grazielle Favretto perceberam que tinham muito em comum, pelo menos no que dizia respeito à vontade de criar uma empresa turística que fugisse dos percursos convencionais.
Esqueça as visitas à Torre de Belém, as tours pela Baixa Chiado ou os passeios de barco no Rio Mondego. 
Com a Fora da Rota, uma empresa que organiza passeios turísticas e que abre brevemente, tudo o que é tradicional fica de fora. Aqui a proposta é outra: descobrir Lisboa e Coimbra de uma forma completamente diferente. 
A proposta passa por descobrir a influência do Brasil nesta zona da cidade, de além mostrar aos viajantes as residências de estudantes históricas na cidade. 
Diferentemente da economia tradicional que opera com recursos escassos e concorrência baseada em preços, a economia criativa trabalha com recursos que não se esgotam, mas se multiplicam e se renovam e não concorrem entre si. No Brasil a economia criativa movimenta 380 bilhões de reais por ano, o equivalente a 16,4% do PIB e compreende 15 segmentos que têm origem na sua criatividade: arquitetura, cinema e fotografia, moda, design, cultura popular, turismo, artesanato, propaganda, artes cênicas, música, editorial, pesquisa e desenvolvimento, software, áudio visual, vídeo games e jogos eletrônicos. 

Quem se dedicar a essas atividades talvez seja mais bem sucedido no mercado atual, do que os que se dedicam às atividades ligadas à administração ou à ciência. 
O projeto chamado Fora da Rota Tours foi idealizado por três jovens apaixonadas por viagens e, além de roteiros alternativos cheios de aventura, irá abordar também lugares e percursos com ligação à lusofonia. Viviane tem 29 anos e é jurista. Na Fora da Rota, é responsável pela área de Relações Públicas. Isabel tem 37 anos e é guia. No projeto, vai organizar os percursos, servir como tradutora e ainda contribuir como blogger. Já Grazielle Favretto não faz parte da gestão do projeto, mas contribui com artigos e fotografias para o site e redes sociais (a Fora da Rota já tem Facebook eInstagram).

terça-feira, 1 de março de 2016

Inspiração palavra chave quando se fala em Fotografia de Alimento

Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade. As sabias palavras do Drummond, podem servir de alegria para os olhos, estimular nossas papilas e descobrir um pouco mais sobre nossos sentidos. 


O trabalho fotográfico direcionado ao alimento, vem cada dia revelando gente que alem de muita experiencia e bagagem profissional, sensibilidade em nós seduzir pelo olhar. Tudo isso podemos ver no trabalho da Fotografa Sora Maia, que esta com uma pagina bacana, O Studio 34 - Sora Maia fotografias, nasceu para deixar evidente a beleza cuidadosa que envolve o preparo de seus pratos, a excelência de seus ingredientes e até o aroma e o clima que cercam a sua comida. 
Sobre Sora:Fotografa a Sora Maia, tem a Gastronomia como um dos temas favoritos, ela reside em Salvador-Ba, mas passeia pelo mundo descobrindo novos sabores onde quer que eles estejam.

Aguardamos seu convite para fazer parte da sua cozinha e do sucesso da sua casa. Curta e Compartilhe, Vale a pena (y)
https://www.facebook.com/fotodelicia/timeline

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Oficina de Doces Sem Açúcar com Anah Cristina Locoselli

O açúcar, esta intimamente inserido na nossa cultura, mais há formas inteligentes de usar, acima de tudo o equilíbrio deve ser a  grande baliza na hora de usar este alimento.

Evitar doces é uma tarefa quase impossível para muitos. Além do sabor agradável, a guloseima serve muitas vezes como um calmante emocional, principalmente para mulheres em época de TPM (Tensão Pré-Menstrual). 
Ricos em açúcar e com alto valor glicêmico (energético), os quitutes ajudam na produção de serotonina, hormônio encarregado de regular o humor, mas o excesso pode trazer quilos a mais e insuficiência de insulina.
O açúcar branco é o resultado de um processamento químico que retira da garapa a sacarose branca e adiciona produtos químicos – desconhecidos em sua maioria –, sendo que
aditivos como clarificantes, antiumectantes, precipitadores e conservantes pertencem a grupos químicos sintéticos muitas vezes cancerígenos e sempre danosos à saúde. 
Devemos considera-lo como um produto quimicamente ativo, pois, sendo o resultado de uma síntese química e um produto concentrado. Quando são retiradas da garapa e do mascavo suas fibras, proteínas, sais minerais, vitaminas etc, resta apenas o carboidrato, pobre, isolado, razão pela qual devemos considerar o açúcar como um produto químico e não um alimento. 
 Em relação as calorias, o açúcar refinado tem maior teor calórico ( 99 cal ), enquanto o açúcar mascavo tem 90 cal / 100g do alimento.Só nos E.U.A, a média de consumo diário por pessoa é de 300 gramas, o que equivale a 9 quilos/mês ou 100 quilos/ano por pessoa. 
 O açúcar mascavo contém proteínas, gordura, cálcio, fósforo, ferro, vitamina B1, B2, niacina, vitamina C, sódio, potássio, magnésio, cobre e zinco, enquanto o açúcar refinado contém 0 (zero) desses nutrientes, e ainda rouba o estoque de minerais do organismo para ser digerido e absorvido. 

Anah Locoselli é terapeuta e alquimista em Sabores da Alma. Seu trabalho de Alimentação Integrativa, mescla saberes e sabores, integrando os alimentos a diversas ferramentas de cura, como óleos essenciais, cristais, florais, reiki, ayurveda, psicologia transpessoal e meditação. Atendimentos em São Paulo, no Consultório: Espaço Flor de Luz.
Confira:Oficina de Doces Sem Açúcar com Anah Cristina Locoselli


Doces Sem Açucar -12/03/2016 
Descubra como fazer doces que dispensam o uso de açucar, cheios de sabor e saúde 
Menu do dia: 
- Sorbet de amora 
- Delicia de manga 
- Tortinha de banana 
- Cruble de Frutas 
Horário:09 - 12 horas 
Valor: R$ 80,00 ( único) 
Facilitadora: Anah Cristina Locoselli, terapeuta em alimentação Integrativa 
Local: Parque da Água Branca

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Memoria Afetiva e Gastronômica-Da importância dos Cadernos de Receita.

"Há um gosto todo especial em fazer preparar um pudim ou um bolo por uma receita velha de avó. Sentir que o doce cujo sabor alegra o menino ou a moça de hoje já alegrou o paladar da dindinha morta que apenas se conhece de algum retrato
pálido mas que foi também menina, moça e alegre. Que é um doce de pedigree, e não um doce improvisado ou imitado dos estrangeiros. Que tem história. Que tem passado. Que já é profundamente nosso. Profundamente brasileiro. Gostado, saboreado, consagrado por várias gerações brasileiras. Amaciado pelo paladar dos nossos avós."
Gilberto Freyre 
Por: Mariana Lacerda 
Os cadernos de culinária contam um pouco da história de cada um, afinal trocar receitas também é um ato de contar histórias. Ao contrário do que se pensa, os primeiros livros de receitas não surgiram em decorrência dos cadernos. 
Os livros vieram antes. O primeiro de que se tem notícia chama-se "Auspicius Culinaris". 
Surgiu ainda na Idade Média e compreendia um conjunto de receitas reunidas por Auspicius, um festeiro e gourmet dos arredores de Roma, na Itália. Mas o livro de receitas tal qual o conhecemos, com ingredientes, quantidades, modos de fazer e ilustrações, foi uma invenção de chefes de cozinha das cortes reais européias, cuja preocupação era conservar as normas de fazer dos manjares, para que futuros chefes de cozinha seguissem o ritmo impecável dos sabores consagrados pelas cortes. 

No Brasil, os primeiros livros de receitas vieram parar aqui com a chegada da família real, em 1808, que trouxeram ainda utensílios e alguns ingredientes de cozinha. 
Aos poucos, a cultura européia da cozinha foi sendo adaptada às condições tropicais da nossa terra. 
Com o passar do tempo, os portugueses começaram a ensaiar combinações corajosas na culinária e foram adaptando ao seu sabor, ingredientes brasileiros. Na falta de trigo, tentaram usar a mandioca; no lugar da castanha portuguesa, incluíram a castanha de caju. 
Apenas a partir do fim do século XIX, surgem no Brasil os primeiros cadernos de receitas propriamente ditos. Foi quando as mulheres passaram a ser alfabetizadas. As receitas, antes uma tradição oral, começaram então a ser anotadas. Tudo obra de avós ou mães que, ao arrumar o enxoval das filhas ou netas prestes a sair de casa, incluíam como item essencial um caderno repleto de receitas. 
Eles representam um legado daquilo que foi apreendido pelo gosto da família. A tal ponto de surgirem iguarias com nomes de famílias, algumas tão antigas quanto os clãs que lhes deram origem. 
Algumas famílias guardavam a sete chaves a receita de pratos tradicionais, que às vezes levavam o sobrenome de quem os criou. É o caso do "bolo Souza Leão", por exemplo, cuja fórmula foi guardada em segredo pela família homônima, de Pernambuco, por muito tempo. Sua receita - basicamente mandioca, ovos e muito açúcar - soa como um eco do passado, dos tempos em que, nas casas grandes dos engenhos de cana no Nordeste, sinhazinhas e mucamas iam preparar o doce colocando na mesma panela receitas portuguesas misturadas aos produtos da terra, como o coco e a mandioca. Em seu livro "Nordeste", o sociólogo pernambucano Gilberto Freyre diz que essa e outras receitas demoraram a ser popularizadas. 
"Não só pela sua natureza complexa como pelo ciúme de sinhás donas ilustres que conservam as receitas dos velhos bolos como jóias de família", escreveu Freyre. 
Com o passar dos anos, e em conseqüência do troca-troca de receitas entre famílias e amigas, elas ganharam as páginas dos jornais e revistas e viraram inclusive livros. O segredo do "Souza Leão" passou a ser, definitivamente, conhecido pelo Brasil inteiro no clássico "Açúcar - Uma Sociologia do Doce", escrito por Freyre e publicado pela primeira vez em 1939. O popular livro de receitas brasileiro "Dona Benta", foi publicado pela primeira vez em 1940 e chegou, ano passado, a sua 76ª edição. Trata-se de uma das publicações de cozinha mais vendidas no Brasil, com cerca de mil receitas atualizadas e coletadas junto às famílias tradicionais brasileiras. Sim, cadernos de receitas representam a memória culinária de nossas famílias, seus traços afetivos. São ferramentas para se observar a vida cotidiana do nosso passado e presente. Isso já faz dos escritos culinários, por si só, narrativas preciosas. Um patrimônio. Escritas que nos permitem olhar a comida antes de ela existir e acariciar a idéia de saboreá-la. Mas, vale dizer, a receita de um prato jamais será uma fórmula exata para se chegar ao mesmo resultado sempre. 
Porque na culinária, como na vida, conta muito o que não pode ser expresso em palavras: a experiência de quem cozinha, a intuição usada na hora do saber fazer, os pequenos segredos. "Quinhentos gramas de farinha ,menos duas colheres. Depois, esticar a massa até ela ficar da grossura de um papelão", dizia minha avó, se referindo ao seu truque para que a massa do bolo-de-rolo jamais quebre em suas mãos. Ah... só que isso não está na receita, não.
Leia também: Livros e cadernos de receitas familiares testemunham hábitos e afetos femininos em torno da cozinha

Aconteceu no Museu Alfredo Andersen, entre os dias 13 a 16 de outubro de 2015, a I Mostra de Cadernos de Receitas das Vovós, e ficou em cartaz até 25 de outubro.
A mostra foi composta por uma seleção de cadernos manuscritos de receitas, organizado pela Ceasa Paraná e Slow Food Pró-Vita de Curitiba. 

O evento fez parte da Semana Mundial da Alimentação,e teve o objetivo da semana é promover a reflexão sobre o consumo consciente e estimular práticas de não desperdício de alimentos. 
*Museu Alfredo Andersen Rua Mateus Leme, 336, São Francisco. Curitiba-PR Fone (41) 3222-8262 | (41) 3323-5148 Visitação: de terça a sexta-feira, das 9h às 18h. Sábados e domingos, das 10h às 16h www.maa.pr.gov.br | maa@seec.pr.gov.br

O chef britânico Jamie Oliver, planeja gravar série sobre a gastronomia brasileira

O chef e apresentador britânico, Jamie Oliver, está planejando uma visita ao Brasil em breve. Com a recém-inaugurada unidade de seu Jamie’s Italian,
em Campinas, no interior de São Paulo, o chef tem outro projeto em mente: gravar um documentário gastronômico no país. 
Depois de aparecer no Brasil para ver a Copa do Mundo em 2014, Jamie Oliver planeja fazer uma nova visita ao país em breve. A poucos dias de abrir a segunda unidade de seu restaurante Jamie's Italian, no Brasil - desta vez em Campinas (SP) - o chef britânico diz que está cavando espaço na agenda para conhecer melhor o país. "Visitei o Brasil pela primeira vez em 2014 e eu fiquei encantado com as boas-vindas do povo brasileiro e a beleza do país, que eu queria ter visitado adequadamente já há muitos anos", disse Oliver. "Por isso, estou esperançoso que em 2016 será o ano em que finalmente conseguirei curtir algum tempo de qualidade no Brasil." 
O novo restaurante da rede de comida italiana não é a única investida verde-amarela do chef: Oliver está começando a organizar a gravação de uma série de televisão baseada no Brasil, ainda sem previsão de filmagem.
 
Por enquanto, os fãs podem contar com a versão brasileira do Food Tube, canal de vídeos de receitas criados pelo cozinheiro. 
Nos programas dublados, Oliver ensina a preparar diversos pratos, incluindo receitas brasileiras, como picanha e moqueca - esta última com a ajuda de seu braço direito há mais de vinte anos, o paulista Almir Santos.    
Com agenda sempre cheia, Oliver espera voltar ao país para colocar em prática seu desejo de gravar uma série de televisão baseada na culinária local. Ainda não há previsão de quando o projeto começará a ser gravado. Diz o chef britânico: “Estou esperançoso que 2016 será o ano em que finalmente conseguirei curtir algum tempo de qualidade no Brasil”, por meio de sua assessoria de imprensa.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Tradição e Modernidade devem andar de mãos dadas na Gastronomia Brasileira.

A cozinha brasileira tradicional soube extrair todos os recursos que estavam a disposição na natureza para ser considerada grandiosa e vencedora. 

Ela nasce da capacidade inventiva de sua gente e da adaptação humana diante da necessidade de sobrevivência, além da observação apurada da natureza. 
Este relacionamento próximo e constante foi sendo acumulado durante anos, desembocando num acervo precioso de técnicas, hábitos e costumes que permitiu, ao longo dos séculos, entender os segredos, ritmos e detalhes do espaço exuberante entre mata atlântica e o mar onde habitam. 
Um dos bons exemplos desta capacidade de observação e o uso seus recursos,  é o fato dele ter acrescentado a sua dieta uma serie de elementos que em outras culturas poderia ser descartado. 
Hoje a tarefa é fazer uma gastronomia que contemple elementos tradicionais da nossa cultura, agregando produtos produzidos de forma local.  Legumes, verduras, frutas e frutos secos, alem disso, tudo que é produzido na região, criando assim sinergia, entre produtores, mercado, chefs e criação, inserindo pessoas e dando consequentemente maior visibilidade a nossa cultura culinária. 

Muitos dos cozinheiros e Chefs que hoje se formam em todo o Brasil, desconhecem estas riquezas locais, uma das grandes falhas das nossas universidades, que valorizam o produto e o conhecimento de outras culturas em detrimento da nossa.
Uma infinidade de sabores e aromas está presente no leque de alimentos produzidos no Brasil, e é exatamente esta diversidade que produz em todos nós uma sensação de grandiosa riqueza. Nós somos líder mundial no uso do sistema, que segue a lógica das florestas, onde o material orgânico caído das árvores se transforma em rico adubo natural.  
Cada estado brasileiro com seu prato típico, preparado de acordo com antigas tradições transmitidas a cada geração, somado as novas pesquisas e criações de chefs brasileiros e novas técnicas, adaptadas à nossos produtos, podem transformar o nosso pais num grande exemplo de criatividade, gerando trabalho e renda melhorando nossa economia a a vida de nossa gente. 
Outro diferencial nesta luta deve ser o investimento em produtores que tenham o compromisso com uma agricultura, que seja um reflexo das novas demandas sustentáveis, alimentos isentos de agrotóxicos e que valorizem os manejos e as culturas tradicionais, pois estas é que são as nossas verdadeiras riquezas. 
 Nós somos líder mundial no uso do sistema, que segue a lógica das florestas, onde o material orgânico caído das árvores se transforma em rico adubo natural.
No plantio direto, a palha decomposta de safras anteriores contribui para a nutrição do solo, reduzindo o uso de insumos químicos e o consumo de água, controlando processos erosivos e ampliando a fertilidade do solo. 
 O plantio direto é um dos principais instrumentos do sistema de integração lavoura-pecuária-floresta.


Esses projetos recuperam áreas de pastagens degradadas, melhorando a qualidade da alimentação do gado, o que resulta em menor tempo de abate e significativa redução da emissão de metano.
Parte da riqueza gastronômica brasileira deriva da interação de culturas e povos que encontraram nesse território um lar. Ingredientes, técnicas e conhecimentos dos povos nativos somaram-se aos trazidos por colonizadores, escravos e também por imigrantes.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Oguedê: Banana frita no Azeite-de-Dendê A banana foi a maior contribuição africana para a alimentação do Brasil no século XVI.

A banana é uma das frutas mais conhecidas e um dos alimentos mais populares do mundo. Bananeiras são cultivadas em mais de 130 países. 
Oguedê: Banana frita no Azeite-de-Dendê
Sua origem é o Sudeste Asiático, de regiões da Malásia, Indonésia e Filipinas, onde muitas bananeiras selvagens ainda crescem. Viajantes a levaram de lá para a Índia, onde é mencionada em escritas budistas datadas por volta de 600 a.C. Em passagem pela Índia com seu exército, Alexandre o Grande da Macedônia viu extensos bananais em produção e provou seus frutos pela primeira vez. 
É dado a ele o crédito de levar a banana para o ocidente aproximadamente em 300 a.C. A China tinha plantações de banana no século 2 d.C. 
Elas cresciam apenas na região sul do país, foram consideradas exóticas e não se tornaram populares entre os chineses até o século 20, logo na China, onde pensamos que se come de tudo. 

As Bananas e plátanos chegaram à América pela África ocidental, via Canárias, mas sua origem é asiática. 
É hoje a fruta mais consumida no mundo, incluindo o Brasil. Ambas pertencem ao gênero musa. 
Botânico Sueco Linneu
O plátano é uma fruta cientificamente denominada ‘musa paradisíaca’, batizado poeticamente pelo botânico sueco Linneu
Seguindo com os viajantes, continuou sua expansão até chegar a Madagascar, ilha na costa sudeste da África. 
A partir do ano 650, guerreiros islâmicos viajaram para a África, onde trabalharam com o tráfico de escravos. 
Os árabes também tiveram sucesso comercializando marfim junto a grandes plantações de bananas. 
O comércio de escravos estimulou viagens para o oeste e assim, a banana chegou à Guiné, na costa oeste da África. 
Em 1402, navegadores portugueses descobriram o delicioso fruto em suas viagens ao continente africano e propagaram a banana nas Ilhas Canárias, onde realizaram suas primeiras plantações. Continuando sua viagem para o ocidente, em 1516 mudas de bananeiras foram colocadas em um navio pelo monge franciscano português Tomás de Berlanga, que as levou para a ilha caribenha de Santo Domingo, onde hoje fica a República Dominicana e o Haiti. 

Não demorou para que ela se espalhasse pelo Caribe, América Central e sucessivamente para outros países de clima tropical. 
As bananas passaram a ser comercializadas com intensidade e internacionalmente no final do século 19, chegando até regiões de clima mais frio, onde fazem sucesso. 
Antes, ficava restrita aos países de clima tropical, pois não havia transporte adequado para frutas até o avanço dos sistemas de refrigeração no transporte marítimo e ferroviário. Com as modernas tecnologias em transporte e conservação, a banana se tornou ainda mais importante. 
De acordo com estatísticas da FAO (2009), a Índia é o maior produtor com 26.2 milhões de toneladas, que é quase de três vezes a produção do segundo colocado, Filipinas. 
No entanto, a maior parte da produção desses países é destinada ao consumo interno, enquanto que o Equador se destaca neste cenário, pois é responsável por mais de 30% das exportações globais, com uma produção de 7.6 milhões de toneladas. 
Significado do Nome 
O crédito pelo nome é dos árabes traficantes de escravos. 
As bananas que cresciam na África e Sudeste da Ásia eram pequenas se comparadas às de hoje. 
Carmem Miranda e as Bananas

Conta-se que eram do tamanho de um dedo e por isso teriam usado o nome banan, palavra árabe para dedo. 
Os espanhóis, que não se sabe de onde encontraram alguma semelhança com a árvore que crescia na Espanha, deram a ela o mesmo nome dessa árvore em espanhol: plátano. 
Esse nome ainda é usado nos países hispânicos, além das palavras banana e banano. 
O significado destes três nomes variam conforme a região para diferenciar entre as variedades do fruto. No Brasil, a palavra plátano é usada para identificar a variedade banana-da-terra. 
A variedade banana cavendish – a mais produzida na atualidade – deve sua origem e seu nome a William Cavendish, nobre inglês do século 19 em cujas estufas foram produzidas as primeiras plantas desta cultivar, mais conhecida como banana nanica no Brasil. 
Plantação de Bananas no Equador
A banana vulgarmente chamada, inclusive para efeitos comerciais, refere-se às frutas de polpa macia e doce que podem ser consumidas cruas. 
Contudo, existem variedades de cultivo, de polpa mais rija e de casca mais firme e verde, geralmente designadas por plátanos, em língua espanhola, banana-pão ou banana-da-terra, em português, ou plantains, em inglês, que são consumidas cozinhadas (assadas, cozidas ou fritas), constituindo o alimento base de muitas populações de regiões tropicais.
 A maioria das bananas para exportação é do primeiro tipo, ainda que apenas 10 a 15 por cento da produção mundial seja para exportação, sendo os Estados Unidos e a União Europeia as principais potências importadoras. 
É de cor verde, quando imatura, chegando a amarela ou vermelha, quando madura. Seu formato é alongado, podendo, contudo, variar muito na sua forma a depender das variedades de cultivo. Essa variação também acontece com a polpa, que pode ser mole ou dura, ou ainda com incrustações meio duras, bem como de sabor mais doce ou mais acre. Assim como o abacaxi, a banana também é fruto partenocárpico, pois pode formar-se sem fecundação prévia. É por isso que não possui sementes. Depois de cortada, a banana escurece-se muito rapidamente, devido à oxidação (pela presença da polifenoloxidase) em contato com o ar. 
A banana foi a maior contribuição africana para a alimentação do Brasil no século XVI. 
A banana tornou-se inseparável nas plantações brasileiras, cercando as casas dos povoados e as ocas das malocas indígenas, e decorando a paisagem com o lento agitar de suas folhas. 
Plantações de Banana no Haiti

Nenhuma fruta teve popularidade tão fulminante e decisiva, juntamente com o amendoim em quantidade, distribuição e consumo. Nos séculos 15 e 16, colonizadores portugueses começaram a plantação sistemática de bananais nas ilhas atlânticas, no Brasil e na costa ocidental africana, mas elas permaneceram desconhecidas por muito tempo da maior parte da população européia. Citada por Júlio Verne, na obra “A volta ao mundo em oitenta dias” (1872), onde descreve detalhadamente, pois sabe que grande parte dos seus leitores a desconhece. 
A espécie Musa balbisiana, comercializada no mercado indonésio contém, excepcionalmente, sementes, e é considerada uma das espécies ancestrais das atuais variedades híbridas das bananas geralmente consumidas. 
A banana faz parte de diferentes pratos tradicionais como ingrediente principal ou acompanhamento. 
Culinária à base de Banana.
Banana Frita

É usada no preparo de doces, banana à milanesa, banana split, banana chips, como aperitivo feito com rodelas de banana desidratada ou frita, bala de banana, Banana passa, além de aguardente de banana artesanal, refrigerantes, licores e tantos outros. 

E é bom esclarecer que, diferentemente dos Cariocas, na Bahia tradicionalmente o acompanhamento de uma boa Feijoada é a Banana que da uma adocicado especial ao prato. 
Na Bahia também ela é parte das guarnições do Caruru dos Ibejis, o Oguedê, é a banana frita no azeite de palma, o Purê de Banana da Terra combina muito bem com os peixes, além de Efun-Oguedê, que é preparado com a banana de São Tomé, não amadurecida, descascada, cortada em fatias e secas ao sol. 
Encantado pelo Brasil, até o Chef Frances Claude Troigros, caiu de boca nas bananas, e deu sua pitada na nossa cozinha com seu Cherne com Banana, sucesso no seu restaurante Olympe.

Outo prato hoje pouco conhecido é a Paçoca de Banana, (a
Paçoca de Banana com Coco
banana pilada com coco), geralmente servido como acompanhamento no café da manha, tem uma textura de um cuscuz feito na cuia, com a banana da terra e pulverizado com coco ralado, delicias da Bahia que infelizmente ficam restritas as cozinhas de casa. 


O Mofongo faz parte da culinária de Porto Rico, e em Cuba, come-se muito o Platano-Frito, além do tradicional Platano à Milanesa, como acompanhamento de pratos como os Mouros&Cristianos

Mofongo com Camarões Portoriquenho
Os Tostones na Republica Dominicana ou os Patacones na Colômbia, são feitos com Bananas verdes fritas e achatadas, especie de discos que servem de bases para refogados de tomates e cebolas. 
Freqüentemente relacionada com a América Latina, a expressão República das Bananas designa um país, geralmente do Caribe ou da América Central, onde há governos ditatoriais, instáveis, corruptos e com forte influência estrangeira.
Os Tostones na Republica Dominicana ou os Patacones na Colômbia, são feitos com Bananas verdes fritas

Na China, o termo banana é usado para designar qualquer pessoa de origem asiática que age como um ocidental (amarelos por fora, brancos por dentro). 
 No Brasil, um gesto considerado obsceno e de mau gosto, denominado “dar uma banana”, consiste em apoiar o braço ou a mão na dobra do outro braço, mantendo erguido e de punho fechado o antebraço que ficou livre. 
Na China, o termo banana é usado para designar qualquer pessoa de origem asiática que age como um ocidental (amarelos por fora, brancos por dentro). 
No Brasil, um gesto considerado obsceno e de mau gosto, denominado “dar uma banana”, consiste em apoiar o braço ou a mão na dobra do outro braço, mantendo erguido e de punho fechado o antebraço que ficou livre.