Buscando destinação ao descarte da borra de café um investigador timorense descobriu que elas podem ser três vezes mais eficazes que o carvão para filtrar água potável.
A investigação de Julião Pereira insere-se no doutoramento que frequenta na Universidade Federal de Goiás, no Brasil.
De acordo com os resultados da investigação, as borras de café passam por um tratamento que permite a extração de um produto identificado como “torta de café”, que ser funciona como um filtro mais eficaz que o carvão ativado.

“Depois de fazer inúmeros testes para verificar se o material poderia reter mais poluentes, como metais tóxicos e agro-tóxicos, comprovou-se que é muito mais eficiente do que o carvão activado, existente nos purificadores, que são mais caros”, afirma Nelson Filho, coordenador do Laboratório de Métodos de Extracção e Separação, onde Julião Pereira desenvolve a sua investigação. “Criámos algo que é muito mais barato e eficiente a partir de algo que iria para o lixo”, acrescenta o coordenador.
Para adaptar o sistema de purificação à realidade timorense – onde a falta de água potável é um dos maiores problemas para a saúde pública – o investigador começou por secar as borras de café ao Sol. Depois de secas, as borras são submetidas a três processos de extracção. Na primeira etapa é retirado 15% de óleo de café – que pode posteriormente ser reutilizado na indústria alimentar, cosméticos ou biocombustíveis. Na segunda fase é extraído o aroma do café, que também pode ser reaproveitado para a indústria alimentar e de bebidas e, finalmente, na terceira fase é extraído um fertilizante que pode ser utilizado na indústria agrícola.

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