quarta-feira, 22 de abril de 2015

{COMIDA É PATRIMÔNIO}


O valor cultural do ato e do modo de se alimentar é cada vez mais considerado como Patrimônio Cultural, pois a comida representa os povos, nações, civilizações, grupos étnicos, comunidades e famílias.
Além dos Alimentos, devemos preservar também, os Saberes Tradicionais, suas técnicas e fazeres, todo o legado de uma comunidade, que faz parte deste contexto.


O respeito e a manutenção dos conhecimentos e práticas tradicionais são um dos objetivos da Convenção que, em seus preâmbulos e no Artigo 8, recomenda que os benefícios derivados do uso desse conhecimento sejam também distribuídos entre as comunidades que o detêm.


Em conformidade com as legislações nacionais, (a Convenção deve) respeitar, preservar e manter o conhecimento, inovações e práticas de comunidades indígenas Quilombola e locais que apresentam estilos de vida relevantes para a conservação e o uso sustentado da diversidade biológica e promover sua aplicação ampla com a aprovação e o envolvimento dos possuidores de tais conhecimentos, inovações e práticas e encorajar a distribuição dos benefícios derivados de tais conhecimentos, inovações e práticas” 



A gastronomia desenvolvida por essas populações está intimamente ligada a
uma matéria-prima que possui características próprias de cada lugar, chamado de *Terroir, nos pratos tradicionais utilizados alimentos regionais. As cozinhas regionais representam a fusão cultural de formação, colonização ou da própria evolução, que utiliza em sua composição basicamente ingredientes locais, produzidos na região. 


Depois de ler a matéria do Estadão, Cortina de fumaça: a produção de carne de fumeiro no Recôncavo Baiano
Por Daniel Telles Marques (texto) e Fernando Sciarra (fotos)
em Maragogipe/Bahia,  ficou em minha boca um sabor amargo, acho que faz parte de todos nos encontrarmos um meio-termo, preservar a tradição respeitando o máximo possível das leis sanitárias, mas ter a flexibilidade ou se acabará com essa produção.
Ao meu ver, não existe uma formula, ela deve ser encontrada junto a comunidade, mas não de forma imposta como são sempre as normativas das instituições competentes. 
A coisa não deve ser vista por um olhar punitivo, mas sim na busca de um padrão de incorporação destas pessoas e principalmente com elas.


*Termo de origem francesa (lê-se terroar), provém do latim popular (terratorium) alterado no galoromano (territorium; territoire). Significa originalmente uma extensão limitada de terra considerada do ponto de vista de suas aptidões agrícolas, particularmente à produção vitícola. Usa-se também a expressão produtos de terroir para designar um produto próprio de uma área limitada, na ampliação do conceito desenvolvido por geógrafos franceses, é
um conjunto de terras sob a ação de uma coletividade social congregada por relações familiares e culturais e por tradições de defesa comum e de solidariedade da exploração de seus produtos.

Leia a matéria do Estadão no Sigulink:
http://blogs.estadao.com.br/paladar/cortina-de-fumaca-a-producao-de-carne-de-fumeiro-no-reconcavo-baiano/

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