domingo, 19 de abril de 2015

Memória e Cidade-Três mulheres, três escolhas

 Os receituários manuscritos e as práticas alimentares em Campinas (1860-1940).

A historiadora Eliane Morelli Abrahão, defendida ano passado junto ao Programa de Pós-Graduação em História da UNICAMP. 
Sob orientação da historiadora Leila Mezan Algranti, a pesquisadora realizou um interessantíssimo trabalho sobre as práticas alimentares em Campinas no período entre 1860 e 1940.

Três mulheres da elite de Campinas – e seus cadernos de receita, o trabalho tem como hipótese central o papel da alimentação como um instrumento de criação e perpetuação de laços de amizade e veículo de pertencimento social.

Custodia Leopoldina de Oliveira (1835-1889), Anna Henriqueta de Albuquerque Pinheiro (1871-1950) e Barbara do Amaral Camargo Penteado (1875-1963). 

Cada autora à sua maneira, descortinou ¿ por meio da escrita, feminina e privada ¿ o universo do cozinhar. 

O léxico das receitas indica as técnicas de preparo empregadas, a modernização dos utensílios domésticos e dos espaços da casa, os ingredientes disponíveis à época deste estudo, as perpetuações e descontinuidades das iguarias e da vida do lar. 
A partir dos receituários de comida, fonte e objeto de estudo, a autora procurou compreender de que maneira as práticas alimentares se consolidaram através dos tempos em certo espaço social. A leitura e a análise destes documentos trazem à luz detalhes do cotidiano familiar, da dinâmica econômica, cultural e social da elite cafeicultora, no período entre 1860 e 1940, reforçando a hipótese de que a alimentação funcionava como instrumento de criação e perpetuação de laços de 

amizade e veículo de pertencimento social 

Leia o trabalho no Sigulink (o acesso é gratuito, mas é preciso se cadastrar na Biblioteca Digital da UNICAMP para ter acesso a este e outros trabalhos) http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=000937977&fd=y

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