quinta-feira, 21 de maio de 2015

Botica-Sabe o que são Probióticos e Prebióticos?

Por Salete Dias

Eles pretendem ajudar os problemas de saúde, que vão desde a constipação a diarreia, prevenindo-os e combatendo-os, uma vez que a pessoa já sofra dessas complicações. 

Os probióticos estão presentes em alguns alimentos, bebidas e suplementos. 
O que exatamente são eles?

Nosso sistema digestivo normalmente tem o que chamaríamos de “boas” bactérias e “más” bactérias.

 Manter o equilíbrio correto entre as bactérias “boas” e as “más”, faz-se necessário para uma boa saúde.  Medicamentos, qualidade da dieta, doenças e o próprio meio ambiente podem perturbar esse equilíbrio. O corpo é capaz de lidar com isso por conta própria, ao incluirmos os probióticos na dieta. 


“O intestino é a principal porta de entrada de nutrientes no organismo. Mas, assim como os nutrientes são absorvidos pela parede intestinal, agentes maléficos também podem entrar por esta porta. A função dos probióticos é colonizar e proteger a parede intestinal, evitando, assim, que moléculas alergênicas e micro-organismos patogênicos façam mal à saúde” 
 
Os probióticos protegem o organismo de duas formas. O primeiro é o papel que eles desempenham no nosso aparelho digestivo. Sabemos que o nosso aparelho digestivo precisa de um equilíbrio saudável entre as bactérias boas e ruins, então o que fica no caminho desta? Parece que o nosso estilo de vida é tanto o problema e a solução. Escolhas alimentares pobres, estresse emocional, falta de sono, uso excessivo de antibióticos e influências ambientais podem mudar a balança a favor das bactérias ruins.

Quando o aparelho digestivo é saudável, ele filtra e elimina coisas que podem danificá-lo, tais como bactérias, toxinas, produtos químicos e outros produtos residuais. Por outro lado, leva as coisas que nosso corpo precisa (os nutrientes dos alimentos e da água) e absorve e ajuda a entregá-los para as células onde eles são necessários.

A ideia não é para matar todas as bactérias ruins, pois nosso corpo necessita de ambas. O problema é quando o equilíbrio é deslocado para ser mais ruim do que bom.

A outra contribuição benéfica dos probióticos é o impacto que eles têm sobre o nosso sistema imunológico. Alguns acreditam que este papel é o mais importante. Nosso sistema imunológico é a nossa proteção contra germes. Quando não funciona corretamente, ele pode sofrer de reações alérgicas, doenças autoimunes e infecções.

Os produtos probióticos contêm bactérias e/ou fungos que ajudam na restauração do equilíbrio em nosso intestino. 

Até os anos 1960, foi possível identificar na microflora intestinal, microrganismos como clostrídios, os lactobacilos, enterococos e Escherichia coli. Existem vários tipos diferentes de probióticos e seus benefícios à saúde são determinados pelo trabalho que eles fazem em seu intestino e sistema imunológico.




O que são Prebióticos?

O termo Prebiótico foi empregado por Gibson & Roberfroid em 1995 (J. Nut.) para designar "Ingredientes nutricionais
não digeríveis que afetam beneficamente o hospedeiro estimulando seletivamente o crescimento e atividade de uma ou mais bactérias benéficas do cólon, melhorando a saúde do seu hospedeiro".
A principal ação dos Prebióticos é estimular o crescimento e/ou ativar o metabolismo de algum grupo de bactérias benéficas do trato intestinal. Desta maneira, os Prebióticos agem intimamente relacionados aos Probióticos; constituem o "alimento" das bactérias probióticas.
O uso de produtos denominados Prebióticos em associação como os Probióticos apresenta ações benéficas superiores aos antibióticos promotores de crescimento, notadamente, não deixando resíduos nos produtos de origem animal e não induzindo o desenvolvimento de resistência às drogas, por serem produtos essencialmente naturais.

Características gerais dos Prebióticos:
  • Não devem ser metabolizados ou absorvidos durante a sua passagem pelo trato digestivo superior;
  • Devem servir como substrato a uma ou mais bactérias intestinais benéficas (estas serão estimuladas a crescer e/ou tornarem-se metabolicamente ativas);
  • Possuir a capacidade de alterar a microflora intestinal de maneira favorável à saúde do hospedeiro;
  • Devem induzir efeitos benéficos sistêmicos ou na luz intestinal do hospedeiro.
    Substâncias Prebióticas.
Alguns açúcares absorvíveis ou não, fibras, álcoois de açúcares e oligossacarídeos estão dentro deste conceito de prebióticos. Destes, os oligossacarídeos - cadeias curtas de polissacarídeos compostos de três a 10 açúcares simples ligados entre si, têm recebido mais atenção pelas inúmeras propriedades prebióticas atribuídas a eles.
Os frutoligossacarídeos são polissacarídeos que têm demonstrado excelentes efeitos prebióticos, "alimentando", seletivamente, algumas espécies de Lactobacillus e Bifidobacterium e, desta maneira, reduzindo a quantidade de outras bactérias como Bacteroides, Clostridium e coliformes.
Arabinose, galactose, manose e, principalmente, lactose, são outros carboidratos utilizados como Prebiótico em aves. Lactose adicionada à ração juntamente com Probiótico, reduz a colonização por salmonelas.

Fontes de oligossacarídeos.
Os Prebióticos podem ser obtidos na forma natural em sementes e raízes de alguns vegetais como a chicória, cebola, alho, alcachofra, aspargo, cevada, centeio, grãos de soja, grão-de-bico e tremoço. Também, podem ser extraídos por cozimento ou através de ação enzimática ou alcoólica. Há, também, os oligossacarídeos sintéticos obtidos através da polimerização direta de alguns dissacarídeos da parede celular de leveduras ou fermentação de polissacarídeos. Os oligossacarídeos sintéticos têm apresentado melhores resultados como Prebiótico e menos efeitos colaterais.


Como agem os Prebióticos
Como já mencionado, as substâncias prebióticas agem alimentando e estimulando o crescimento de diversas bactérias intestinais benéficas, cujos metabólicos atuam também reduzindo o pH através do aumento da quantidade de ácidos orgânicos, presentes nos cecos. Por outro lado, atuam bloqueando os sítios de aderência (principalmente a D-Manose), imobilizando e reduzindo a capacidade de fixação de algumas bactérias patogênicas na mucosa intestinal. Especula-se que os oligossacarídeos possam atuar também estimulando o sistema imune, através da redução indireta da translocação intestinal por patógenos, que determinariam infecções após atingir a corrente sangüínea.


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